Operação PANGEA XVIII no combate tráfico de medicamentos ilícitos

Operação PANGEA XVIII no combate tráfico de medicamentos ilícitos
Operação PANGEA XVIII no combate tráfico de medicamentos ilícitos
Operação PANGEA XVIII no combate tráfico de medicamentos ilícitos
Operação PANGEA XVIII no combate tráfico de medicamentos ilícitos
Operação PANGEA XVIII no combate tráfico de medicamentos ilícitos

A operação internacional PANGEA XVIII, coordenada pela INTERPOL e realizada entre 10 e 23 de março de 2026, mobilizou autoridades de 90 países no combate ao comércio ilícito de medicamentos e produtos farmacêuticos ilegais.

Em Portugal, a operação contou com a participação conjunta do INFARMED – Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e da Polícia Judiciária (PJ), com a coordenação nacional do Gabinete Nacional Interpol, integrado no Sistema de Segurança Interna, numa ação coordenada desenvolvida na Alfândega do Aeroporto de Lisboa, incluindo a Delegação Aduaneira das Encomendas Postais, e na Alfândega do Aeroporto do Porto.

Durante a operação, foram controladas 431 encomendas, das quais 85 acabaram apreendidas. Esta ação permitiu impedir a entrada em território nacional de 4.701 unidades de medicamentos ilegais, avaliadas em mais de 6.300 euros.

Entre os produtos mais apreendidos em Portugal destacam-se medicamentos para a disfunção erétil e produtos para emagrecimento.

A nível internacional, de acordo com a INTERPOL, a Operação PANGEA XVIII resultou:

  • apreensão de 6,42 milhões de doses de medicamentos ilícitos, avaliados em cerca de 13 milhões de euros;

  • detenção de 269 pessoas;

  • desmantelamento de 66 grupos criminosos associados ao comércio ilegal de produtos farmacêuticos.

As autoridades alertam para os riscos associados à compra de medicamentos em websites não autorizados, incluindo:

• aquisição de medicamentos falsificados ou contrafeitos;

• ausência de garantias de qualidade, segurança e eficácia;

• risco de efeitos adversos graves;

• falta de acompanhamento médico ou farmacêutico;

• exposição indevida de dados pessoais.

O INFARMED relembra que apenas farmácias e locais de venda autorizados e registados podem comercializar medicamentos online em Portugal. A lista de websites autorizados pode ser consultada em INFARMED.

A colaboração entre o INFARMED, a AT, a PJ e o Gabinente Nacional Interpol, reforça a importância da cooperação nacional e internacional no combate ao tráfico de medicamentos ilícitos e na proteção da saúde pública.